Reivindicamos-nos enquanto um coletivo marxista que se propõe a formar quadros comunistas e, para tanto, compreendemos a necessidade de formações políticas que nos possibilite a apropriação da teoria e do materialismo histórico dialético para analisar a realidade, de modo a dar suporte à nossa atuação prática. Nossas propostas de formação têm como objetivo avançar na teoria, potencializar a atuação do coletivo e mitigar os possíveis desníveis teóricos.

O Encontro de Formação Política (ENFOP) constitui um dos espaços de formação do coletivo. Ocorre anualmente e visa uma formação ampla, aprofundada e de forma qualificada, porém sem cogitar o esgotamento do debate.

Já realizamos cinco edições do ENFOP em que contamos com variados eixos temáticos de debate. Os dois primeiros foram realizados no momento em que o Contra Corrente se organizava enquanto fórum de discussão: I ENFOP, realizado em 2009 teve como eixo temático de discussão a Introdução a Filosofia de Marx e Educação Popular; o II ENFOP – Maria Zeferina ocorreu em 2010 e tinha três eixos: educação popular; como funciona a sociedade, e gênero e raça. Ainda em 2010, o Contra Corrente se reorganizou, de fórum que propunha discutir tarefas para a reorganização do ME na UFBA passa a ser um coletivo que pauta através de uma atuação orgânica disputar a política do ME da UFBA e de concepção de sociedade, potencializando assim a tarefa de formação, formulação e organização.

Em 2011, o Coletivo Contra Corrente realizou o III ENFOP – Eldorado dos Carajás em que o cerne do debate girava em torno das teorias da organização política e experiências revolucionárias. No ano seguinte (2012), o IV ENFOP discutiu a partir de três eixos: processos de consciência; ontologia do ser social; o programa democrático popular (PDP). Em 2013, decidimos que era momento de acumular mais sobre o Estado Capitalista e esse foi o tema do V ENFOP com os seguintes eixos: concepção de Estado; perspectivas de transição e experiências históricas.

Durante o processo de mudança para coletivo e de consolidação da organização, o Contra Corrente entendeu que era momento de acumular sobre a teoria marxista e revolucionária e, nesse sentido, buscouse apropriar do debate sobre a centralidade do trabalho e a crítica ao projeto democrático popular.

Com base na nossa leitura histórica e análise de conjuntura, nossa crítica ao PDP se dirige rumo a sua superação, reconhecendo que esse projeto é falido e que suas propostas de alianças com a burguesia nacional em prol da bandeira anti-imperialista e de proposição de reformas político-econômicas que aglutinem forças para a revolução socialista estão sob orientação de práticas reformistas, tal como verificamos pela história o caso da II Internacional, do socialismo pequeno-burguês e da social-democracia do século XX. Com o passar do tempo, fomos avançando nas críticas e ainda há muita coisa para ser discutida.

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