Apresentaremos textos e leituras importantes para o estudo a partir de alguns eixos definidos por nós:

1) Marxismo

2) Conjuntura

3) Movimento Estudantil

4) Sindical

5) Saúde

6) ENFOP

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Por que os revolucionários devem estudar? Basicamente para: (I) entender os nexos e relações que estão pro trás do desenvolvimento histórico e social e social e (II) tomar conhecimento das experiências acumuladas dentro da luta de classes.

O marxismo (o que não se concentra somente nas obras de Marx) nos fornece as ferramentas necessárias para realizar uma análise da conjuntura que leve em consideração a historicidade por trás dos fenômenos. As lutadoras e lutadores, em seus diversos momentos na história, forneceram contribuições importantíssimas de táticas diante de certa conjuntura. Sorvendo dessas estruturas, começamos a ser capazes de intervir na realidade de modo qualificado, de modo revolucionário.

Contudo, as diferentes contribuições ao marxismo no decorrer dos tempos tomaram diversos caminhos. Em muitas análises, o marxismo foi infectado pela pós-modernidade, no sentido de se fragmentar os campos e do afastamento do sentido da Totalidade1. Desse modo, muitos “marxistas” apareceram e acabaram por se esquecer da práxis, fundamental para qualquer revolucionário. Daí advém a necessidade de se formular, mas não de qualquer forma: a formulação deve ser embasada na experiência real da luta de classes, que não pode ser observada de um escritório.

Aqui fechamos um ciclo: na militância, vivenciamos os diferentes aspectos e rebatimentos da luta de classes através da nossa atuação, intervirmos através de nosso acúmulo e constantemente devemos escrever nossas intervenções por meio das formulações em que nos fiscalizamos constantemente sobre o acerto das nossas táticas e mostramos aos indivíduos a nossa análise.

Sem título

E qual o papel da organização nesse esquema? Dentro da maturação das condições de um processo revolucionário, a organização política possui diversos papéis, dentre os principais o de acumular forças para o momento revolucionário, contribuindo no avanço de consciência e na organização do proletariado. Dentro do esquema de formação e formulação proposto, a organização deve garantir o suporte ao militante de modo a qualificar a análise de conjuntura e as formulações. São várias cabeças com diferentes acúmulos e vivências realizando o debate conjunto, planejando juntos uma intervenção e olhando a sociedade para escrever a análise de conjuntura e o mecanismo de atuação. A intervenção de uma organização revolucionária se dá, dentro do âmbito dessa discussão (como adiantado, ela tem diversos outros papéis), em formar os seus militantes para a atuação diária, atuação esta dentro do ciclo proposto. Por isso que falamos e atuamos na perspectiva de formação de quadros, na formação de militantes capazes de atuar em uma dada conjuntura, entendê-la e, suportado pela análise da organização, apresentar constantemente o que está na raiz dos problemas sociais: o Capitalismo. Somente destruindo este sistema vamos livrar a sociedade de suas mazelas.

Contudo, a organização não pode meramente ser formada por várias cabeças que se reúnem para estudar e saem por aí formulando divergências. Ceder a práticas burguesas (em uma sociedade burguesa) é uma das coisas mais fáceis de se ver. Por isso, a organização deve agir com a coesão necessária para dar uma resposta concreta à classe e manter os seus militantes firmes dentro da consciência revolucionária. Neste momento, é que podemos falar no centralismo democrático.

A ferramenta do centralismo democrático, aplicada ao funcionamento político de uma organização, deve permitir que se discuta as diferentes demandas, formule-se uma política que alcance a organização. Neste sentido, garante-se a coesão sob a ampla discussão. Contudo, essa discussão estará prejudicada se os componentes da mesma não estiverem formados politicamente2, aqui entra a necessidade formação constante e continuada. Como mecanismo para garantir a não burocratização, a organização deve ser constantemente modificada.

1 Totalidade não é a simples soma das partes, mas a soma das partes e de suas relações.

2 E, repetindo, estar “formado politicamente” remete ao ciclo tratado anteriormente.

 

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